Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

o amor?

era uma vez um rapaz que não sabia onde vivia. não comia, não bebia. não falava mas abraçava. não beijava mas cheirava. o rapaz olhava e não compreendia. não perguntava mas pensava: porque não podemos ficar juntos? e uma voz silenciosamente respondeu, o amor é fodido.

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rita às 14:32
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

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one fly over the cuckoos nest

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rita às 18:57
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gosto de palavrões

'Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões, como gosto de palavras e palavrinhas em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de escrever ou falar... mas dialogar com carácter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante. Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação. Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui. Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias. Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir à garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espírito como um tranquilo "Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos. Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades. Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e "escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente inequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil. Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso.' miguel esteves cardoso

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rita às 16:23
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

quantas vezes sorriste para mim hoje?

não passam de futuras recordações, de conjecturas e afins. não passam de beijos por dar. nem sequer passam de rascunhos por pensar. quantas vezes pensaste em sorrir para mim? quantos dos beijos foram planeados? quantas das tuas frases foram repetidas vezes sem conta na tua cabeça antes de serem reproduzidas em mim? quantos olhares já te censuraste? quantas vezes tiraste a mão como quem se queima? quantas mensagens reescreveste e quantas cancelaste? quantas te arrependeste? de quantas pessoas gostaste? de quantas não queres saber e quantas mais queres viver? quanto farias para ser e fazer feliz? quanto te apetece? quanto me queres? quanto queres de mim? (o quanto te vou dar?) não pergunto quanto sentes, mas quantas vezes sentes?

não quero mais palavras por dizer, abraços por dar, não quero arrepios por sentir, apenas tenho vontade de fechar os olhos e cheirar(-te)

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rita às 18:56
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pele de galinha manifestação da pele humana como reação ao frio ou irritação da pele. pior, às emoções.

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